quarta-feira, 8 de maio de 2013

    Otto estava muito abalado com o que havia se passado nos últimos meses. Procurara Zeia desde o momento que sabia que o mesmo existia, e quando o encontrou morto, foi como se toda sua busca tivesse sido fracassada. Andava melancólico pelas aldeias de Tenochtitlán, se sentindo culpado pela morte de Zeia. Suspirava imaginando o que seria se o irmão não falecesse. Foi ao templo do Sol, como costume, para oferecer seu sangue. Naquela época, o povo asteca acreditava que se eles não fizessem isso, o mundo deixaria de funcionar. Encontrou lá um velho amigo, Yareth, que por sinal havia se tornado um grande sacerdote. Conversaram por um bom tempo, e quando Otto citou a morte de Zeia, Yareth disse que talvez pudesse o trazer de volta com ofertas ao rei Sol. Ao dizer isso, ouviram tremores no chão. Não parecia ser coisa grande, até que... O templo começou a tremer brutalmente. Pedras caíam, plantações iriam se desfazendo, casas iam sendo derrubadas, e atrás desses tremores, vinham ventos fortes, que arruinavam todos os trabalhos ja feitos e expostos nos meios da aldeia. A cidade inteira estava devastada! Otto não podia estar mais assustado. Se jogou no chão, demonstrado um medo frustrante diante daquilo tudo que passa nos seus olhos. Quanto olhou para Yareth, ele parecia calmo. Os tremores fortes e estrondos com grandes devastações continuaram por mais 15 minutos, os quais pareciam demorar a eternidade para Otto. E enquanto tudo isso acontecia, toda a vida de Otto aparecia defronte de seus olhos. Pensou por um instante, olhou para Yareth, abriu um sorriso e agradeceu. Saiu do templo, contemplado, porém satisfeito.

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